35th Bienal de São Paulo
6 Set to 10 Dec 2023
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35th Bienal de
São Paulo
6 Set to 10 Dec
2023
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Texto curatorial – Itinerância

Sorry, this entry is only available in Brazilian Portuguese.

https://youtu.be/BxGrLBGs76s

 

coreografias do impossível reúne um conjunto de práticas artísticas, movimentos culturais e sociais que desafiam o impossível em variadas e incalculáveis formas. Referem-se a modos de expressão que lidam com a violência total, a impossibilidade da vida em liberdade plena e os limites da ideia de justiça. Assim como as suas linguagens, impactadas pelos desafios cotidianos dos tempos e contextos em que vivem, coreografam possibilidades estéticas e políticas nas quais se manifestam saberes e conhecimentos que se constroem, sobretudo, a partir da memória do corpo.

Elas são um convite a nos movermos por entre experiências que subvertem o conceito de uma história progressiva, linear e ocidental. Fundamentada em cosmologias e modelos de governança onde o tempo é concebido como uma espiral, sem a rigidez de estruturas e cronologias estabelecidas, esta Bienal se organiza sem categorias ou temas. 

Aqui, encontramos uma coreografia de percursos e narrativas que privilegia o diálogo entre expressões artísticas a partir de uma teia de relações que se constrói, reflete e encontra ressonância em diferentes territórios impossíveis do globo. Elas contrariam a história, desenvolvem ferramentas, tecnologias e dispositivos, questionam sistemas de representação, especulam sobre o fim deste mundo e promovem exercícios de imaginação radical e de saberes insubmissos. 

As coreografias do impossível também ganham forma a partir de um exercício conceitual que se reflete em nossa própria formação e prática curatoriais, um grupo horizontal, sem a hierarquia de um curador-chefe ou a homogeneidade de um coletivo. Que rupturas, consensos e dissensos esses encontros podem criar? Para nós, essa pergunta tem um papel central: eles possibilitam a manifestação de coreografias inimagináveis frente a tempos impossíveis.

Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes, Manuel Borja-Villel

coletivo curatorial