35th Bienal de São Paulo
6 Set to 10 Dec 2023
Free Admission
A+
A-
35th Bienal de
São Paulo
6 Set to 10 Dec
2023
Menu

Maya Deren

Sorry, this entry is only available in Brazilian Portuguese.

https://youtu.be/ojR8aHTB1xM

 

Maya Deren nasceu em Kiev, na Ucrânia, em 1917 e morreu em Nova York, Estados Unidos, em 1961. Ela trabalhou com poesia, dança, coreografia, fotografia e cinema. Após fugir da União Soviética devido a motivos políticos e econômicos, a artista se estabeleceu nos Estados Unidos. Deren estudou jornalismo, literatura e obteve um mestrado em literatura inglesa.

Segundo José Antonio Sánchez, para o catálogo da 35ª Bienal, “a principal contribuição de Maya Deren para a coreografia é considerar a própria câmera como parte integrante da realidade dinâmica da dança. (…) Para ela, a arte é a produção formal de uma realidade e experiência autônomas. (…) E é essa dupla experiência, de atuar e fazer, de estar dentro e fora, no trabalho técnico e na criação poética, no mundo material e no transcendente, que se revela em Meditation on Violence [Meditação sobre a violência], de 1948.”

Meditação sobre a Violência é um curta-metragem experimental americano, de 1948, dirigido por Maya Deren e filmado em preto e branco em uma película de 16 mm, sendo estrelado por Chao-Li Chi, com música de Teiji Ito. 

O filme explora na execução os movimentos de uma arte marcial em uma performance ritual. As imagens borram os limites e a distinção entre violência e beleza.

Chao-Li Chi é um homem com traços orientais. Ele usa um lenço preto na cabeça e usa uma calça larga e escura e está com o tronco nu. Ele executa movimentos com os braços e pernas como se fossem golpes, que se confundem com coreografia. 

Depois, durante o meio do filme, ele usa o mesmo lenço preto na cabeça, um quimono largo e brilhante e segura uma longa espada nas mãos. Ele gira a espada no ar e desempenha movimentos vigorosos e precisos, como em uma dança.

É como se aquilo que era uma arte marcial, diante da câmera de Maya Deren, se tornasse uma espécie de ritual. Os movimentos da câmera e a própria montagem do filme dão à figura de Chao-Li uma atmosfera de leveza e precisão que o colocam diante de nós, mais como bailarino do que como lutador.